Águas do Tempo: Odiáxere transforma memórias da água em arte
No período mais seco do ano hidrológico, o Museu de Lagos faz brotar em Odiáxere «ÁGUAS DO TEMPO», uma performance audiovisual e uma exposição que ligam memória, território e pessoas através de um elo comum desta paisagem: a água.
Entre o Dia Mundial dos Rios, celebrado a 21 de setembro, e o Dia Nacional da Água, a 1 de outubro, diferentes grupos da comunidade de Odiáxere – Escola Básica de Odiáxere, o Centro Infantil de Odiáxere, o Centro Comunitário Duna – CASLAS e os equipamentos da Santa Casa da Misericórdia de Lagos: Centro Infantil de Odiáxere e Lar Joaquim Eugénio Calado – são convidados a convocar e a transformar memórias e experiências pessoais em matéria artística, integrando o processo coletivo de criação.
Investigação, recolha de memórias e oficinas alimentam o caudal da performance audiovisual que será apresentada ao público no próximo dia 25 de setembro, pelas 21h30, no Moinho de Odiáxere, ele próprio elemento cénico desta dramaturgia, que aliará dança, som, imagem e luz.
Para 1 de outubro, pelas 18h00, está agendada a inauguração da exposição temporária que convida o visitante a percorrer um território feito de gestos, vozes, imagens e sons da paisagem hídrica de Odiáxere, um arquivo vivo que pretende aproximar memória e futuro e colocar em relação os que guardam memórias do território com aqueles que irão habitá-lo no futuro. Uma exposição para ser vista e ouvida entre 1 e 30 de outubro, na Junta de Freguesia de Odiáxere, entre as 9h00 e as 15h00.
Esta é uma iniciativa promovida pelo Museu de Lagos, no âmbito do futuro núcleo dedicado ao Mundo Rural, com a curadoria artística de Paulina Almeida e a participação de:
- Francisca Rocha Gonçalves
- Flutua – Orquestra de Flautas da Universidade de Aveiro
- Escola Básica de Odiáxere
- Centro Infantil de Odiáxere
- Centro Comunitário Duna – CASLAS
- Santa Casa da Misericórdia de Lagos: Centro Infantil de Odiáxere e Lar Joaquim Eugénio Calado
Conta com o apoio de:
- Junta de Freguesia de Odiáxere
O acesso à performance e à exposição são livres e gratuitos.
Sobre os artistas convidados:
Paulina Almeida é artista transdisciplinar, investigadora, curadora e docente. Doutorada em Criação Artística pela Universidade de Aveiro. A sua prática artística articula performance, instalação, investigação e processos colaborativos, proporcionando experiências onde arte, ciência e património se cruzam, ativando novas formas de percecionar e imaginar o mundo.
Francisca Rocha Gonçalves é artista interdisciplinar e investigadora. Tem desenvolvido instalações e performances explorando a interseção entre som, ciência e ecologia, propondo novas formas de escutar e compreender o mundo vivo.
FLUTUA: Orquestra de Flautas da Universidade de Aveiro, fundada em 2004.

