Município de Lagos homenageia Joaquim Bravo.

2012-1-19

 

Município de Lagos homenageia Joaquim Bravo

A Câmara Municipal de Lagos presta homenagem a Joaquim Bravo e expõe a sua obra"Percurso Nómada"no site do Arquivo Municipal de Lagos. Entre Outubro e Dezembro deste ano, e integrado na programação do Centro Cultural, estará patente ao público uma vasta coleção de desenhos e algumas obras de coleções particulares deste artista plástico.

A exposição agora apresentada é uma mostra virtual e é disponibilizada ao público em www.arquivomunicipallagos.com, assumindo-se como uma retrospetiva intimista dos seus estudos, lugar de uma arte de vida e pensamento.

Recorde-se que o site do Arquivo de Lagos é um projeto constituído com o objetivo de mostrar que o Arquivo Municipal é também e, sobretudo, um lugar de encontro de memórias, de investigação de um passado que se torna presente, porque vivido e “redimensionado”.
O novo conceito de Arquivo que se apresenta, coloca o visitante perante o patamar do património material e imaterial, desligando-se da visão clássica e redutora de Arquivo, e permite reconstituir percursos científicos, expositivos, lúdicos e dialógicos.
Neste sentido, é disponibilizado um espaço de partilha entre as várias áreas culturais e artísticas da Câmara Municipal de Lagos, mostrando e reconstituindo os percursos que foram trilhados e que se difundem para usufruto de toda a comunidade.

Entre Outubro e Dezembro deste ano, e integrado na programação do Centro Cultural, também estará patente ao público uma vasta coleção de desenhos e algumas obras de coleções particulares deste artista plástico.

Joaquim Bravo
Pintor português nasceu em Évora a 7 de dezembro de 1935. Aqui privou com Álvaro Lapa, Apeles Espanca e António Gancho. Em 1957 muda-se para Lisboa e frequenta o curso de Filologia Germânica, que nunca viria a concluir.
No ano de 1962, no âmago das tertúlias do “Café do Gelo”, inicia o seu percurso na pintura, trilho que enfocará o resto da sua vida. Nesta fase embrionária, torna-se clara a inspiração no expressionismo abstrato, nomeadamente de Jackson Pollock.
Em 1964 parte para a Alemanha, onde permanece durante dois anos. Esta estadia foi de uma importância crucial, pois contacta com a vertente artística da abstração geométrica – que muito o entusiasma.
De regresso a Portugal, em 1966, estabelece-se em Lagos, tornando-se professor do Ensino Secundário, tendo lecionado na Escola Secundária Gil Eanes, escola onde também Zeca Afonso foi professor.
Em 1989, candidata-se a uma bolsa da Gulbenkian, tendo como objetivo poder dedicar-se exclusivamente à sua arte, mas a resposta tarda.
Joaquim Bravo morre no ano seguinte, em 1990, vítima de doença prolongada.
 O seu percurso tem uma luz única, um ritmo obsessivo de vício de arte e, em simultâneo, uma cadência irónica de simplicidade clarividente.