

Centro de Ciência Viva
Espaço lúdico e instrutivo subordinado à temática dos Descobrimentos Portugueses que dá a conhecer a viagem que nos levou ao encontro do mundo através de uma descoberta em que a experimentação é um caminho a percorrer por cada um. Está instalado num antigo solar setecentista, de traça pombalina, sobranceiro à zona ribeirinha da cidade. O equilíbrio da fachada, o jardim, os pátios exteriores e a vista panorâmica trazem a este espaço de Descoberta uma dimensão estética e contemplativa. O Centro dispõe ainda de um espaço polivalente, dotado de computadores com ligação à Internet e de acesso livre a todos os visitantes, e de um jardim com um pequeno auditório ao ar livre. A programação inclui palestras para divulgar e debater ideias, observações astronómicas ou oficinas experimentais, planeadas de acordo com o nível etário dos participantes, onde mexer é obrigatório.
Rua Dr. Faria e Silva (também com acesso pelo Mercado Municipal da Avenida), 8600 Lagos - Tel.: 282 770 000 | Fax: 282 770 009
Horário de Funcionamento: 10h00 às 18h00 (Terça a Domingo) – última admissão às 17h00
Condições de Acesso | Tarifa normal – 2,00€ | Dos 6 aos 15 anos – 1,50€ | Tarifa para Cartão Jovem, Cartão de Estudante, Grupos Escolares e Seniores - 1,50€ | Entrada Gratuita - crianças até aos 6 anos (inclusive) | Bilhete de Família - 5,00€


Armazém do Espingardeiro
ou Oficina do Espingardeiro/Selaria
Edificação que integrou o complexo de estruturas militares de Lagos, a sua construção remonta a 1665 e ficou a dever-se a D. António de Almeida, Conde de Avintes, governador do Reino do Algarve até 1667. Estabeleceu-se aqui a Selaria e mais tarde a Oficina e Armazém do Espingardeiro. Hoje, dedicado à temática “Lagos – A Urbe e o seu Tempo”, tornou-se num centro de interpretação da evolução urbana da cidade de Lagos, com o propósito de dar a conhecer à comunidade, e também aos visitantes, a sua evolução e desenvolvimento temporal. Sublinhe-se que o conteúdo deste núcleo museológico é dedicado à vida e extensa obra do Arquitecto Rui Mendes Paula.
Rua Dr. Júlio Dantas – Travessa da Coroa, 8600 Lagos | Tel.: 282 767 718
A abertura e visita deste equipamento é feita, unicamente mediante marcação prévia, efectuada junto do Serviço de Museologia e Documentação Histórica (através do e.mail: museu@cm-lagos.pt ou pelo telefone 282 762 301).
Condições de acesso | Tarifa normal – 1,50€ | Tarifa para Estudantes, Cartão Jovem e Seniores – 1,00€


Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lagos
Evocando a história do Caminho-de-ferro, que chegou a Lagos em 30 de Julho de 1922, este espaço apresenta duas locomotivas e dois salões rolantes, para além de uma Dresine e dois quadriciclos utilizados para a inspecção de via. O pequeno museu reaproveita o espaço da antiga cocheira das locomotivas datada dos anos 20, exemplar único em todo o Algarve. Para além de faróis, lanternas, telefones, marcadeiras de bilhetes, placas de fabricante e de numeração de locomotivas e carruagens, manómetros, níveis de água das caldeiras, assim como outros aparelhos normalmente instalados sobre as locomotivas, possui outros objectos de interesse, tais como apetrechos marítimos, retirados dos barcos que efectuavam a ligação fluvial entre Lisboa e o Barreiro. Temporariamente encerrado, sugere-se visita ao site da Fundação Museu Nacional Ferroviário em www.fmnf.pt nomeadamente à secção dos núcleos em http://www.fmnf.pt/nucleos_museologicos onde os interessados poderão aceder aos contactos para mais informações.



Núcleo Museológico do Mercado dos Escravos
A partir de 1444, Lagos passou a receber todos os anos carregamentos regulares de escravos, que eram normalmente capturados em razias ou adquiridos por troca na costa ocidental de África. Utilizados em trabalhos pesados e em tarefas domésticas, os escravos africanos, a partir de então, passaram a fazer parte da paisagem humana portuguesa, que marcarão de forma profunda. O edifício do Mercado de Escravos, em Lagos, perpetua a memória desse tráfico de seres humanos, que também abastecia outras regiões portuguesas, e que estaria centralizado na Casa da Guiné, em plena zona ribeirinha. Na fachada do edifício estão gravadas as Armas do Marquês de Nisa. O 1º piso chegou a ser utilizado como Casa de Vedoria e Alfândega, Casa de Guarda e Prisão Militar. O piso térreo está agora ocupado com o Núcleo Museológico do Mercado de Escravos, instalado neste espaço no seguimento do Protocolo de Colaboração, assinado em Junho de 2010 entre a Câmara Municipal de Lagos e o Exército Português, que permitiu a cedência recíproca de imóveis situados no centro histórico da cidade.
Na exposição agora patente neste Núcleo Museológico procura-se explorar, culturalmente, a ligação de Lagos «dos Descobrimentos» à história do tráfico negreiro. São igualmente divulgados os dados históricos, relatados nas fontes documentais e enriquecidos pelos testemunhos recuperados nas escavações arqueológicas efectuadas junto à Muralha. As paredes apresentam acabamentos diferentes: em dourado simbolizam o poder da coroa, responsável pelas empresas marítimas, o lucro obtido pelo comércio; em vermelho o sofrimento de quem é retirado violentamente do seu meio social e trazido para a Europa para fazer um percurso indigno de vida e de morte; em cartão de embalagem o tráfico de mercadorias, Lagos como entreposto comercial de uma Nova Era.
Esta exposição conta com o apoio do Centro Nacional da UNESCO e do Projecto “Rota do Escravo” da UNESCO.
Núcleos da exposição:
O contacto com a África sub-saariana
- Instalação alusiva aos 230 escravos negros da primeira leva de escravos africanos vendidos em Lagos na Era dos Descobrimentos. A madeira simboliza o porão do barco em que foram trazidos, correspondendo um escravo a cada uma das 230 cordas.
- Instalação com caixas de madeira: contêm os produtos africanos aos quais passámos a ter acesso desde que se iniciou a exploração comercial da costa ocidental africana.
- O fascínio pelo exótico sub-saariano permaneceu desde a Era dos Descobrimentos: espada cerimonial, esculturas de negros em madeira e uma presa de elefante. As peças procedem do Museu Municipal de Lagos.
O escravo como mercadoria
Aqui se apresentam moedas da Era dos Descobrimentos, com destaque para um pequeno tesouro escondido, e perdido, bem como objectos descartados na lixeira do Vale da Gafaria e recolhidos nas escavações arqueológicas: o esqueleto de um escravo negro (que depois de morto foi tratado como coisa sem utilidade), adornos inúteis e restos de loiças partidos.
A integração dos negros e a evocação da memória da escravatura
Um espaço limpo, branco, que simboliza a progressiva incorporação dos antigos escravos na sociedade. Os negros continuaram a desempenhar as tarefas que ninguém queria fazer, mas já eram aceites socialmente por terem sido baptizados, abraçando assim a religião dominante.
A Rota do Escravo é um projecto da UNESCO que pretende contribuir para o conhecimento da realidade do tráfico de escravos, e das suas múltiplas consequências, ao longo dos séculos. Simultaneamente, ao destacar o intenso movimento de trocas entre povos, culturas e civilizações a que o tráfico de escravos deu origem, o projecto pretende contribuir para um activo diálogo intercultural entre as áreas geográficas tocadas pela escravatura, bem como para uma cultura de paz e coexistência pacífica entre os povos.
Local: Praça do Infante
Horário de Funcionamento: 09h30 às 12h30 | 14h às 17h (todos os dias excepto domingos e feriados)
Condições de Acesso: Tarifa normal – 1.50€ | Tarifa para Grupos Turísticos, Jovens até aos 18 anos, para Cartão Jovem e Seniores – 0,75€ | Entrada Gratuita a Grupos escolares, a Trabalhadores da CMLagos e Residentes em Lagos, quando devidamente identificados.